Ultimas Notícias

Confira as ultimas notícias cadastradas!



Tese compara ação antimicrobiana de duas espécies de alho com antibiótico

Evidências apontam que o alho começou a ser utilizado em diversas culturas, há mais de seis mil anos. Além de seu uso culinário, também é utilizado como medicamento para as mais variadas moléstias – há registros de seu emprego como medicamento desde a época dos faraós. Além disso, diversos estudos que tratam da atividade terapêutica deste condimento, devido a suas propriedades imunoestimulante, antiteroscloróticas, anticancerígenas e antimicrobianas. Atualmente seu poder terapêutico é reconhecido pelo Ministério da Saúde e pela Food and Drug Administration (FDA; que seria uma espécia de vigilância Sanitária norte- americana).
Apesar de alguns trabalhos serem conflitantes, muitas pesquisas sugerem resultados positivos do uso do alho contra diversas doenças. Um trabalho recente, a tese de doutorado “ Composição química e atividade antimicrobiana de extratos à base de alho sobre a infecção estafilocócica”, analisou a composição química e a atividade antimicrobiana de extratos à base de dois tipos de alho: um comumente consumido no Brasil (Allium tuberosum).

O autor da tese, o Professor de química do Colégio Técnico de Campinas da Universidade de Campinas (Cotil/ Unicamp), Paulo Cesat Venâncio, analisou as atividades antimicrobianas dessas espécies de alho em ratos, comparando-as com o famoso antibiótico amoxicilina. O estudo foi realizado na faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/ UNICAMP) e orientado pelo professor Francisco Carlos Groppo , do Departamento de Ciências Fisiológicas. “ Provocamos uma infecção com estafilococos (Staplylococcus aureus) – uma bactéria perigosa que está presente na pele e em mucosas – em ratos, e administramos os extratos por via oral. Utilizamos a amoxicilina, que é um antibiótico bem conhecido, para estimar o efeito dos extratos de alho”, conta Venâncio.
A escolha de estafilococos foi motivada pelo fato de que a bactéria, ao encontrar condições favoráveis, pode entrar na corrente sanguínea e se alojar em diversos órgãos e tecidos, e causar sérios efeitos para o indivíduo.

O que diferencia este trabalho dos já existentes é exatamente a escolha das bactérias Staplylococcus aureus, que são as mais responsáveis pelas infecções hospitalares. Além disso, a seleção do alho japonês se deu porque sua ação é pouco conhecida e existem poucos estudos sobre ele.

A razão da pesquisa se deve ao fato de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter lançado em 2010 uma relação de plantas medicinais em que destaca o alho como tradicionalmente considerado antisséptico.

O objetivo principal do estudo, no entanto, foi avaliar in vivo a atividade entimicrobiana de extratos de duas espécies de alho sobre a infecção estafilocócia em ratos. Ao mesmo tempo, foram analisadas as mesmas atividades in vitro (com bactérias cultivadas em laboratório). Com as duas formas de estudo foi possível comparar e sugerir eventuais efeitos fisiológicos sobre os animais.

Resultados

De acordo com Venâncio os testes mostraram que o alh0o nirá (Alliun tuberosum) não mata a bactéria, mesmo com altas concentrações, quando este é colocado diretamente em contato com ela. Entretanto, quando administrado ao animal, ajudou a praticamente aniquilar a infecção após 24 horas, de forma muito similar a amoxicilina. Já o alho comum (Allium sativum), além de matar a bactéria por contato direto, também foi capaz de quase aniquilar a bactéria depois de 24 horas. “ Estes efeitos foram dependentes da dose, isto é, quanto maior a quantidade de alho administrada no animal, maior foi o efeito observado”.

O professor explica pelo estudo ainda não dá para ter certeza sobre como o alho atua matando a bactéria. “ O objetivo primário era observar se o extrato conseguiria atingir a bactéria, a partir da administração por via oral. Para que isso pudesse ocorrer, algum composto ou molécula (ainda não sabemos qual ou quais ) do alho deveria ser absorvido pelo organismo e ser transportado até o local onde as bactérias estavam. É assim que a amoxicilina atua”, detalha.

O trabalho foi orientado na busca de uma alternativa para combater as infecções bacterianas mais incidentes hoje. “ Embora tenha um estudo em animais e não tenhamos trabalhado com moléculas isoladas, acreditamos que os alhos estudados mereçam maior atenção, pois poderão se constituírem importantes agentes para ajudar no efeito dos antibióticos. Como é de amplo conhecimento, os antibióticos estão a cada dia perdendo seu efeito contra as bactérias, mesmo as mais comuns. Além disso, criar um novo antibiótico é extremamente caro e demorado. No futuro próximo, estudaremos a associação destes extratos, mesmo na forma bruta, com antibióticos que perderam efeito. É possível que o efeito aditivo dos extratos seja capaz de recuperar a atividade destes antibióticos “, Finaliza.

Suco de alho.

Qualquer pessoa pode fazer um extrato de alho, como pode ser verificado na página da internet da própria Anvisa (www.anvisa.gov.br ).
Basta pegar um dente de alho cerca de 500 mg ( meio grama), tritura-lo, colocar a massa macerada em meia xícara de agua e deixar por 20 minutos.

A Anvisa orienta que o ‘suco’ seja consumido no máximo duas vezes ao dia, junto com as refeições. Segundo Venâncio, o alho é composto de enxofre, elemento que provoca fermentação no estômago, e é responsável pelo cheiro ruin, forte. Ao ingerir o ‘suco’ junto com o alimento é possível minimizar o hálito constrangedor. O pesquisador reforça que ao tomar o composto nas refeições a pessoa está ingerindo um excelente antimicrobiano.

 
Governo define regras para regularizar uso do patrimônio genético do país

As normas foram definidas após reunião do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente. "Antes o Conselho recebia as demandas, mas não havia clareza sobre como proceder", diz Braulio Dias, presidente do CGEN.

"A medida provisória não deixava claro como essa regularização se daria", afirma Dias. "Agora, a resolução orienta tanto os interessados quanto o Conselho sobre os critérios para atender aos pedidos de regularização."

Medida provisória
Segundo o texto da medida provisória, "patrimônio genético" é todo tipo de informação obtida a partir de moléculas e substâncias presentes em plantas, animais, fungos e micro-organismos usada para pesquisa científica, bioprospecção e para gerar novas tecnologias.

Já o "conhecimento tradicional associado" reúne as práticas conhecidas comunidades indígenas ou locais ligadas ao patrimônio genético.

Exemplos de estudos para a criação de novos remédios, melhoramento genético, produtos cosméticos e plásticos biodegradáveis. "No passado, as grandes corporações de pesquisa e empresas internacionais se apropriavam da biodiversidade brasileira, faziam novos produtos e não compartilhavam os benefícios com a gente", explica o membro do Ministério do Meio Ambiente.

 
SELEÇÃO PARA BOLSISTAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS
ÁREA DE FARMACOLOGIA

SELEÇÃO PARA BOLSISTAS

BOLSA APOIO TÉCNICO 3º GRAU – 01
Requisitos:
- Ter concluído os cursos de Farmácia, Biomedicina, Medicina ou Veterinária;
- Não ter vínculo empregatício.

BOLSA MESTRE
Requisitos:
- Ter concluído o Mestrado em Farmacologia ou afins (com área de concentração em Farmacologia, Bioquímica, Toxicologia, Farmacognosia, Biologia Molecular).

Período de inscrição: 11 a 18.05.11
Inscrição via e-mail: aline-bis@bol.com.br
Seleção: 19.05.11, a partir das 8:00h
Local: Laboratório de Farmacologia, Sala 103, 3º piso, Faculdade de Medicina,CCBSI, UFMT
Contato: (065) 3615-8862 (Aline)

 
Relatório de Gestão 2006 – 2010

As Práticas Integrativas e Complementares se enquadram no que a

Organização Mundial de Saúde denomina de Medicina Tradicional e Medicina

Complementar e Alternativa (MT/MCA) e sobre este tema, a OMS recomenda aos

seus Estados-membros a elaboração de Políticas Nacionais voltadas à

integração/inserção da MT/MCA aos sistemas oficiais de saúde, com foco na

atenção primária de saúde.

Para mais informações acesse o site: http://bit.ly/ms43D3

 
Aumenta uso da fitoterapia para reposição hormonal

Diante da polêmica sobre os riscos de problemas cardiovasculares e câncer de mama em conseqüência da terapia de reposição com hormônios sintéticos, um número crescente de mulheres procura alívio dos sintomas da menopausa recorrendo a tratamentos considerados naturais, à base de plantas como soja, trevo vermelho e black cohosh.

Segundo reportagem do Estadão, têm sido registrados aumentos significativos dos pedidos dessas fórmulas em farmácias de manipulação e da venda de produtos fitoterápicos em drogarias. Mas não são apenas as mulheres que estão mudando.

Com pacientes mais informadas, os médicos precisam agora explicar claramente as vantagens e desvantagens de cada tipo de terapia. As mulheres estão mais conscientes, interessadas. Mas muitas apresentam resistência tão grande a um ou outro tratamento que fica difícil convencê-las, diz o médico Mauro Abi Haidar, da Universidade Federal de São Paulo, para ele, erra tanto quem descarta de imediato o uso dos hormônios quanto quem apregoa a eficácia e a segurança total dos fitoestrógenos. Cada caso é diferente do outro.

Todas devem saber que qualquer que seja a opção há ganhos e perdas. Algumas se dão bem, outras arrependem-se - Além dos especialistas, a reportagem do Estadão procurou também algumas pacientes que, diante da polêmica sobre os riscos da TRH, fizeram a troca pelo fitohormônios. Algumas, que não se adaptavam aos efeitos colaterais dos hormônios sintéticos, estão satisfeitas com a troca. Outras constataram a volta dos incômodos e, arrependidas, voltaram ao remédio tradicional. Médicos ainda preferem hormônios sintéticos - O presidente da Sociedade Brasileira do Climatério, César Eduardo Fernandes, afirma que não existem pesquisas que comprovem a total segurança nem a plena eficácia dos fitohormônios.

Segundo apurou a reportagem do Estadão, os médicos ainda afirmam que a reposição com hormônios sintéticos continua sendo o tratamento de primeira escolha e que os fitohormônios devem ser usados apenas em dois casos: contra-indicações precisas dos remédios tradicionais e inadaptação da paciente à terapia. Natural, mas pode fazer mal - A matéria do Estadão destaca ainda que a fitoterapia só deve ser usada sob indicação e com acompanhamento médico.

A idéia de que se é natural não faz mal não passa de crença popular equivocada, escreve a repórter. Como os medicamentos tradicionais, os fitoterápicos também podem provocar efeitos colaterais. Mas esses efeitos são menos agressivos, ressalta Magrid Teske, presidente da Associação Brasileira da Indústria Fitoterápica (Abifito). Os benefícios do tratamento com fitoestrógenos também são mais sutis e demorados.

No caso do alívio dos sintomas da menopausa, os resultados começam a ser sentidos depois de dois a três meses de tratamento. Já com os medicamentos tradicionais, são necessários cerca de dez dias. Outra questão importante é comprar produtos fitoterápicos confiáveis, pois o setor conta com muitas empresas de fundo de quintal.

A orientação da presidente da Abifito é que o consumidor deve optar por produtos fabricados por empresas maiores e mais antigas e que estejam registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Mais controvérsias - A substituição da reposição hormonal tradicional por fitohormônios divide as opiniões. A Anvisa discutiu o assunto com especialistas de várias áreas e concluiu que as isoflavonas (fitohormônio presente na soja) têm apenas duas indicações comprovadas pela ciência: alívio das ondas de calor da menopausa e auxílio na redução dos níveis de colesterol.

As isoflavonas não substituem a reposição hormonal tradicional, afirma Karmian Wagner, técnica da unidade de fitoterápicos da Anvisa. Propagandas dessa indicação são enganosas, de acordo com o órgão.

 
«InícioAnterior11121314151617181920PróximoFim»

JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL